Capítulo
Capítulo 1
O coma
- Acudam! Alguém chame uma ambulância!-gritou
Antônia em desespero. - O Camargo está passando
mal. Ele caiu que nem tomate maduro com a mão
sobre o peito. - explicou aos demais que vieram saber o que
estava acontecendo.
O escritório da corretora de seguros Bastos & Miranda
paralisou suas atividades por um momento.
Estendido no chão Camargo, o gerente administrativo.
- Como é, já chamaram socorro?
- Rápido. Desapertem o nó da gravata. Abram a camisa dele.
- intimou a prestativa Antônia, um curinga-faz-de-tudo do
escritório.
Ao abrirem a camisa, o peito desnudo mostrando os pêlos
amassados de Camargo fez Roberta morder os lábios. Não
analisou a situação corrente. Seus desejos secretos abriram as
portas. O instinto veio à frente da racionalidade.
- A ambulância chegou! - gritou o "office-boy", descendo
as escadas.
- Traga-os aqui rápido! - alguém ordenou.
Os paramédicos, com a serenidade própria dos que lidam
com os desastres da vida diariamente, intervieram:
- Saiam todos de cima! Abram as janelas!
Antônia, em lágrimas, perguntou:
- É parada cardíaca?
Ficou sem resposta.
Após as verificações, massagens e outras formalidades que
o caso requeria, os paramédicos resolveram retirar o paciente.
- Rápido! Vamos removê-lo! Ele precisa ir direto para o
hospital. Terá que entrar em cirurgia, provavelmente. - disse
um deles.
O corpo de Camargo, entre a vida e a morte, inconsciente,
na ambulância que seguia com estardalhaço pelo trânsito
caótico. Era começo de março de 1999; as férias escolares findas.
Parece que todos os habitantes resolveram sair às ruas ao
mesmo tempo.
Neste burburinho todo, algo aconteceu de extraordinário.
- Camargo, venha aqui! Não se assuste. Tenha calma. -
expandiu uma voz serena.
- Camargo, abra os olhos, meu irmão. Está tudo bem. -insistia
a mesma voz macia, sem que ninguém ao redor pudesse ouvi-la.
Camargo, com esforço, abre os olhos e ofusca-se com a
claridade; tem dificuldade em permanecer com as vistas abertas.
Ouve sons confusos. Faz um esforço e consegue sentar-se. Está
cabisbaixo.
- Irmão, olhe ao redor - orienta aquela voz tranqüila.
O paciente levanta a cabeça, olha ao redor, observa seu
corpo deitado, ligado nas aparelhagens. A equipe de socorro,
quieta, manuseia os equipamentos.
- Calma, irmãozinho Camargo. Está tudo bem. Paz! É
somente seu corpo que padece. A casa material do seu espírito...
- Mas, o que está acontecendo? Quem é você? De onde está
vindo esta voz? - fala Camargo, percebendo que se comunica
mentalmente.
- Seu espírito não poderá ainda desligar-se da matéria. Você
está fora do seu veículo corporal. No entanto, o seu cordão
espiritual está ligado ao corpo material. Não chegou o seu
momento. Há algo de muito importante a realizar. - vibrou
aquela voz telepática.
A ambulância chega ao hospital e o corpo de Camargo é
colocado sobre a maca que estava à sua espera. Segue
rapidamente para a sala de cirurgia, onde se ultimavam os
preparativos para atendê-lo.
O espírito do paciente segue quieto, observando todos os
pormenores. Todo o esforço para salvá-lo. Vê com incrível
naturalidade seu próprio corpo semimorto.
- Eu vou morrer? - expandiu telepaticamente, como criança
ingênua, ao mesmo tempo em que procurava seu interlocutor.
- Não, meu irmão. Como já lhe disse, não chegou o seu
momento. O seu tempo neste planeta ainda não se esgotou.
Apresenta-se um corpo fluídico, impalpável, à frente de Camargo.
- Sou o irmão Williams. Estou aqui para ajudar. E não estou
só.
Camargo ficou muito emocionado, devido à experiência
que estava vivendo.
Um emaranhado de dúvidas começou a invadir seus
pensamentos:
Aquele ser espiritual parecia tão conhecido, tão íntimo. Mas
de onde? Estou sonhando? O que comi mesmo na última
refeição? Acho que o metabolismo entrou em "parafuso". É, é
isso... Não está acontecendo de verdade. É um pesadelo... -
tentou justificar o aturdido Camargo.
Na sala cirúrgica, o cirurgião-chefe comanda sua equipe; é
feita uma grande incisão no peito do paciente. A equipe médica
trabalha coordenada, por horas a fio.
Camargo assiste a tudo. Vê as entranhas do seu próprio
corpo. Consegue sentir até mesmo os cheiros.
Em dado momento "ouve" um choro sentido vindo de uma
dependência próxima dali. Só ao pensar de quem se tratava,
Camargo automaticamente apresenta-se defronte da autora.
Era Antônia, sua amiga de anos e anos.
- Antônia, não chore! Estou bem. É só um pesadelo. -tentou
comunicar-se, porém sem resultado.
"Se estou morrendo como ficará minha mãe? Eu preciso vê-la."
- pensou, aturdido.
Observando tudo o que se passava, o irmão Williams
mentalizou:
- Meu irmão, confie em Deus. Ouça. Tudo aqui é real. A
cirurgia será bem sucedida. Não se preocupe. Sua mãe está
amparada.
Interrompendo-o, Camargo enerva-se.
- Escuta aqui, Sr. Williams. Não sei quem é você. É minha
vida que está em perigo...
O ser espiritual não discutiu. Ouviu tudo em silêncio, todavia
permanecendo ao seu lado.
Muitas horas depois, diz o cirurgião, demonstrando exaustão
na voz.
- Pronto, está feito.
O paciente é levado para a Unidade de Terapia Intensiva.
Camargo segue o corpo inerte e anestesiado.
Ficou lá por horas. Parado. Diante do próprio corpo.
De repente, o irmão Williams desaparece novamente. Neste
mesmo instante um transe estonteante e profundo tira a
consciência de Camargo...
No dia seguinte, na corretora, a diretoria convocou uma
reunião geral. Na hora marcada, com a voz embargada o Dr.
Bastos dirigiu-se aos funcionários:
- Amigos! Como todos já sabem, o Camargo sofreu um
infarto. Pelo que sabemos, a intervenção cirúrgica foi bem
sucedida.
"Para ocupar, temporariamente, o seu lugar aqui na
empresa... - muitos mexeram-se em suas cadeiras, aguardando
uma promoção - a senhorita Roberta aceitou responder pelas
funções gerenciais administrativas.
Imediatamente um uníssono rumor de espanto contido
ecoou na sala; Dr. Bastos circulou seu olhar por todos os que
o ouviam. Com a voz firme e grave, continuou:
- Sei que irão apoiar a nossa eficiente colega de trabalho.
Senhorita Roberta, parabéns!
Antônia, desapontada, cochichou no ouvido de Marcela:
- Eficiente esta "perua"? Ela deve ter feito muitas horas extras
dedicadas no colo dele. Quem diria, o Dr. Bastos...
Roberta, toda sorrisos, levantou-se e agradeceu:
- Obrigada, Dr. Bastos. Modéstia à parte, eu mereci este voto
de confiança. É uma questão de competência. Esforcei-me dia
e noite para chegar até aqui.
Dr. Bastos encabulado, agradeceu, encerrou a reunião diante
das fisionomias perplexas dos funcionários.
- Não posso olhar pra cara desta mulherzinha. Tanto
tempo "dando o sangue" e na primeira oportunidade de ser
reconhecida, ainda que num momento trágico, sou passada para
trás por uma bonequinha de luxo tipo estagiária da Casa Branca
- desabafou Antônia para a confidente Marcela.
No final da tarde a mesma Antônia, decepcionada, vai ao
hospital visitar o amigo Camargo.
- Sinto muito, o paciente não pode receber visitas - falou
mecanicamente a atendente do hospital, sem mesmo levantar
a cabeça; respondia em monossílabos.
Antônia encontra a mãe de Camargo no corredor.
Abraçaram-se.
-Dona Cacilda, tudo está indo bem. Eu já me informei. A
atendente na recepção, tão gentil, explicou-me tudo direitinho.
Seu filho está sendo bem cuidado. Logo estará entre nós. - disse
ela, esforçando-se para ser verdadeira.
- Obrigada pela força, amiga. Eu só tenho meu filho. Deus
será injusto comigo se levar o Camarguinho.
- Não diga isso, tudo está bem.
Na U.T.I., a enfermeira chamou assustada, a médica.
- Doutora Mila, rápido !O paciente do leito quatro, senhor
Camargo...
Constatou-se que o recém-operado perdera as atividades
cerebrais superiores, mas conservava a respiração e a circulação.
A médica e enfermeiros rapidamente fizeram todos os
procedimentos necessários.
Camargo "despertou" novamente a consciência em espírito.
Fluía, pairando ao alto. Via seu próprio corpo no leito, sendo
socorrido.
Imediatamente pensou ser o efeito da anestesia.
Cada vez mais distante, deparou-se com um túnel delgado.
Luzes indicavam um caminho sereno, de grande paz.
Ao ser atraído naquela direção, pensou:
"Deve ser a passagem para um outro mundo. Já ouvi falar a
respeito..."
Titubeou por um momento. Apenas foi-lhe mostrado para
sabê-lo.
Uma voz telepática já conhecida chamou-lhe a atenção:
- Irmão Camargo, pare! Não cruze este caminho. Não é o
momento. Temos uma missão ainda a cumprir. Sou eu, irmão
Williams. - surgindo novamente à frente de Camargo, que não
mais se mostrava contrariado.
E o interrogatório naturalmente começou:
- Conheço-o de onde? Você é tão familiar. Estou confuso -
expressou Camargo.
- Venha, quero explicar-lhe tudo o que for possível e
permitido. Em breve você saberá quem sou e no que estaremos
trabalhando. Na verdade somos irmãos. Todos somos filhos de
um mesmo Pai. Podemos começar dizendo, para seu
esclarecimento, que Deus, "Primo Spiritu" (Primeiro Espírito),
é a fonte perfeita inesgotável de amor, de caridade e de luz. É o
Senhor de toda sabedoria. Detém o conhecimento de todas as
ciências. Ciências celestiais, que estão infinitamente acima das
ciências dos homens. É o único espírito santíssimo. O Pai. O
Escolhido entre os Sete.
- Como assim, o "Escolhido entre os Sete"? - perguntou
admirado, Camargo.
- Bem, é simples e complicado ao mesmo tempo. Vou explicar-lhe.
No princípio eram Sete os Primeiros. Pode-se ler em Gênesis,
o primeiro livro de Moisés: A criação dos céus e da terra e de tudo o
que neles existe (A Criação do Homem), e tire suas conclusões:
"E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem,
conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes
do mar, e sobre as aves dos céus..."
(Gênesis:26)
"Lembra-se? O mundo foi feito em "sete dias". Constam
muitos outros "sete" impressos em questões dentro do
conhecimento universal. Mas, por favor, nada de crendices e
superstições..."
Após a advertência, irmão Williams continuou com
convicção:
- Vemos outras citações no Velho Testamento.
"Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre
esta pedra única estão 'sete' olhos; eis que eu esculpirei a
sua escultura, diz o Senhor dos Exércitos, e tirarei a
iniqüidade desta terra num só dia."
(Zacarias:3:9)
"E o anjo que falava comigo voltou, e despertou-me, como
a um homem que é despertado do seu sono.
E disse-me: Que vês? E eu disse: Olho, e eis que vejo um
castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no seu topo, com
as suas 'sete' lâmpadas; e 'sete' canudos, um para cada
uma das lâmpadas que estão no seu topo.
(Zacarias:4:2)
"Porque, quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois
esses 'sete' se alegrarão, vendo o prumo na mão de
Zorobabel; esses são os 'sete' olhos do Senhor, que
percorrem por toda a terra."
(Zacarias:4:10)
Irmão Williams continuou a explicação sobre o Princípio,
sobre Os Sete:
- Resolveram, entre os Sete, que um apenas seria o Pai, o
Primeiro, e Deus foi o escolhido, por uma questão de ordem e
organização da Grande Obra.
"No entanto, um deles não aceitou, queria ser ele próprio o
Pai. Criou-se, assim, a desarmonia, o desajuste.
"Lançou-se o Bem contra o Mal.
"A Luz contra as trevas.
"O desarmonioso afastou-se. Mesmo tendo todo o
Conhecimento (participou da criação, do começo), falhou.
"Tudo que é bom teve um princípio criador, e tudo que é
mau da mesma forma.
"Os espíritos que começaram a vir depois como discos virgens
puderam escolher quais seriam seus registros a serem gravados.
"Não necessariamente se precisa passar pelo sofrimento para
encontrar o aperfeiçoamento, a Luz.
"Muitos escolhem certo desde o princípio pelo bom caminho,
não se desviam, não falham. Nem mesmo passam por esse
planeta Terra.
"O prumo é certo em direção a Deus.
"Aquele que é um dos Sete, do Princípio, que se
desarmonizou, já restabeleceu o arrependimento. Foi aceito
novamente, como devia ser. E, agora, promove a reparação de
seus atos..."
Camargo interrompe:
- Mas o que era antes dos Sete? Como foram criados? Não
entendo...
Irmão Williams, tranqüilo, responde:
- Camargo, o homem não consegue perceber nem o que há
nele próprio. Não percebe nem suas más tendências e tantas
outras "bagagens" que carrega.
"Com a cabeça que tem no mundo material, vai ser difícil
entender outras dimensões do conhecimento, mas aqui vai uma
dica: não procure tais respostas com o telescópio, procure
dentro de si. Conheça-se primeiro e conhecerá todo o princípio,
o antes e o depois."
E continuou falando sobre Deus:
- Deus é o criador da vida e das criaturas, incessante. Criador
do Universo e de tudo o que há de bom nele. Tudo que Ele cria
é sagrado.
"Em sua imensa generosidade criou e preparou todos os
caminhos e mundos para seus filhos evoluírem. Serem perfeitos
também. Onde quer que se encontrem. Os filhos de Deus foram
criados à sua semelhança, mas por lapidar, inocentes.
Latejam dentro de cada criatura as potencialidades divinas.
Para muitos estão adormecidas; outros empregam-nas muito
mal."
Camargo só ouvia aquelas palavras mentalmente, deliciando-se
com a boa vibração.
- Como disse, muitos mundos foram criados por Deus. São
habitados, cada qual segundo a sintonia de entendimento; de
aperfeiçoamento; de preparação de cada um; por simpatia; por
mérito.
"Planetas com características diferentes, cujos habitantes
são desde primitivos guiados pelos instintos aos mais cristalinos
e evoluídos. Nestes últimos, não há uma única expressão
contrária às Leis de Deus. É bom salientar que Deus dá o
exemplo: Ele próprio está sob suas Leis, que regem o Universo,
as quais ajudam, também, os filhos do Pai a mapearem seus
íntimos e destinos para alcançarem o máximo da purificação.
Se assim não fosse, Deus seria um ditador; sua Divindade não
permitiria tal absurdo.
"O único planeta no cosmo que permite diferentes
entendimentos, naturezas e simpatias entre seus habitantes
(filhos de Deus) é a Terra. Aqui parece uma panela de pressão
com diversas vibrações. O planeta serve de filtro; o espírito, ao
encarnar-se, começa a sofrer as ações de um verdadeiro filtro,
que lhe impõe o seu próprio corpo material. Vem à carne para
expurgar suas máculas. E os sintomas são nítidos em cada um.
"Nem tudo é atraso na Terra. Encarnam-se, também, seres
mais evoluídos que, por amor, se dedicam a difundir um melhor
desenvolvimento e progresso aos homens, principalmente no
aspecto moral. Para melhor exemplificar, não vemos pessoas
que se arriscam em situações dificílimas e de grande tensão
para salvarem outras que nem as conhecem, só para ajudá-las
nos perigos? Imagine também alguém muito evoluído, no alto
da montanha, que a tudo contempla, na Grande Paz, e olha
para baixo e observa várias aldeias. Entre essas aldeias, verifica
que há uma muito atrasada e os aldeões estagnados em
sofrimento. Mesmo sem nada a dever, nada a resgatar, a boa
alma pede a Deus a permissão de vir entre aqueles irmãos mais
atrasados para ajudá-los com o seu conhecimento, com o seu
amor. Deseja promover o adiantamento de todos. Se permitido
pelo Pai, começa a arquitetar os compromissos e planos
espirituais. Vem viver e sofrer todas as influências do meio. Ser
um igual, a exemplo de Jesus que veio nascer na carne para trazer
uma nova máxima, para ensinar ao povo atrasado e semear a
Luz na humanidade. O seu livro foi o seu exemplo; foi todo
amor; desmascarou a hipocrisia; foi contra as trevas; foi o
melhor presente de Deus aos homens terrestres. O bom irmão
e Senhor continua sua bendita obra ativamente para que as
chagas que corroem o homem se desfaçam de vez. Jesus não
voltará, como muitos pregam, pelo simples motivo de que ele
nunca nos deixou. Não volverá à carne. Não será mais
crucificado, nem servirá para os hipócritas com trinta moedas
às mãos se ajoelharem diante Dele nas igrejas negociando a fé.
"É bom esclarecer que Deus concede a cada filho o poder
da criação conjugado com a eternidade e o livre-arbítrio.
"Todos foram trazidos à vida para uma finalidade maior.
Com uma responsabilidade dentro da Grande Obra: ajudarem
na incessante criação, expansão do Universo e sua
administração. Mas, para tanto, todos devem se preparar. Não
serão o Espiritismo, o Catolicismo, o Protestantismo, o Judaísmo,
o Budismo, o Islamismo, ou outras filosofias, doutrinas ou
religiões que, por si sós, salvarão as almas. Não será o seguidor
dessa ou daquela Orientação que será privilegiado no Juízo Final.
Na verdade, são caminhos que os homens poderão seguir
voluntariamente para chegar a Deus, segundo o entendimento
de cada um, o que mais aprouver. No entanto, ressalto de forma
veemente, o que agrada aos olhos de Deus é a boa intenção, a
generosidade, o amor, a obra simples e pura que seus filhos
vão distribuindo e realizando francamente em favor dos seus
semelhantes. É claro que todas as religiões, ou doutrinas, têm o
seu mérito, pois não existe só uma gama de entendimento no seio
da humanidade. Muitos desvios e crimes foram cometidos pelos
homens, ditos religiosos, que não se desvencilharam das
torpezas interiores. Não se pode culpar a Igreja de Pedro, em
sua essência bendita, por aquilo em que a transformaram, pelas
barbaridades cometidas em nome dela, conforme os registros
da História, e assim também acontece com as outras
Orientações Religiosas".